segunda-feira, maio 22, 2006

III Festival Sala de Arte



Já começou mas ainda tem coisas interessantes:

III Festival Sala de Arte

quarta-feira, maio 17, 2006

No Século Passado


M&M's no "Pessoas do Século Passado"

domingo, maio 07, 2006

Les Quatre Cents Coups

"Os incompreendidos"(Les Quatre Cents Coups, França, 1959)
de François Truffaut



Interessante quando vemos um filme e ele entra na lista dos preferidos automaticamente, sem pedir licença. Acho que é um dos poucos que vi duas vezes seguidas por puro prazer, e quando está acabando pela segunda vez, ainda sentimos aquela vontade que se prolongasse mais.

A constatação que faço é que trata-se de uma obra prima esse filme do Truffaut. Não somente pela forma que trata o tema, mas pelo local exato de posicionar a camera enquadrando seus atores e objetos da maneira mais cinematográfica possível, pela atuação de Jean Pierre Léaud, no papel que o destacaria como astro revelação em todo o mundo, na trilha simples e minimalista pontuando todo o filme. Na fotografia PB crua e extremamente poética que registra uma das épocas mais importantes de todas nossas vidas: A adolescência.

Uma das coisas que mais me chamou atenção é a maneira que alguns detalhes são filmados, como o tempo dado ao garoto atrapalhado com a caneta na sala de aula, a vela que o protagonista acende para Balzac o ajudar na prova de redação, o brinquedo sobre a perda da gravidade(dessa cena até o próprio Truffaut aparece como um dos participantes), as expressões no rosto de crianças assistindo uma peça de marionetes, a garrafa de leite roubada na cidade(renegado em casa acolhido pelas ruas), o momento exato de revelar aos espectadores determinado elemento da hitória, os policiais brincando de jogo de tabuleiro na delegacia em que o protagonista passa a noite antes de ir pro reformatório, a dor de estar tão perto de um amigo e não poder abraça-lo, um chapéu de pele que diz muito mais do que um simples chapéu, a corrida em busca do mar... Um dos filmes mais humanistas que já vi.

Não vou fazer uma análise agora, isso fica pra depois, era só pra dizer como fiquei encantado, principalmente por se tratar do primeiro longa metragem de um Cineasta.

sexta-feira, maio 05, 2006

Oz, Godard, Truffaut



Filmes revistos em vídeo recentemente e que merecem comentários.

"O mágico de Oz" (The Wizard of Oz, EUA, 1939)
Direção: Richard Thope, George Cukor, Victor Fleming e King Vidor. Creditado como Victor Fleming.

Fábula sobre o auto-conhecimento recheada de magia e Technicolor que só o Cinema pode produzir. Sem computação gráfica, com um trabalho cuidadoso de cenografia e nada mais nada menos que quatro diretores(em momentos distintos). O filme pode soar ingênuo hoje, mas já demonstrava o que as superproduções são capazes de fazer: Mexer com nosso imaginário, direcionando uma idéia, nesse filme é de que “não há nada melhor do que o nosso lar”. Num período de depressão dos EUA(década de 30), nada melhor do que um analgésico cinematográfico com forte caráter nacionalista.
P.S. O filme está perfeito restaurado e com formato original de 4:3. “Over the Rainbow", cantada no filme, permanece uma das melhores coisas da obra.


"Acossado" (À Bout de Souffle, França, 1959)
Direção: Jean Luc Godard.

Sempre é bom conferir a capacidade de Godard de transformar acasos em poesia. Filmagens em locações com luz natural, os planos seqüência deslumbrantes, a montagem descontínua aparecendo pela primeira vez, a ironia fina e sátira aos filmes americanos ou a própria intolerância dos EUA.
P.S. A música do filme sempre me deixa arrepiado, ainda mais depois de Bertolucci a usar em “ Os sonhadores”, ouvindo agora ela tem uma carga poética/imagética muito maior.


"Jules e Jim" (Jules et Jim, França, 1962)
Direção: François Truffaut.

Orquestração maravilhosa de imagens e sons regida por Truffaut. Narrativa off, Tratado sobre o amor, crítica a Guerra, referências a Oscar Wilde, Shakespeare, Picasso, frases curtas e extremamente poéticas... Uma das maiores junções de Literatura e Cinema já realizadas, um menage a trois no início do século, junto com um conjunto de atuações espetaculares.
O melhor de tudo é que toda essa miscelânea é contada numa estória que qualquer ser humano entenderia.
Simplesmente soberbo, preciso rever.
P.S. Quem não se apaixonaria por Catherine?

segunda-feira, maio 01, 2006

HOMEM DA CÂMERA – URSS 1919

Dziga Vertov


O desenvolvimento do cinema russo começou a partir de 1908, sendo que no período anterior a guerra os temas eram tirados da literatura ou da história nacional. Com a Primeira Guerra Mundial, o corte da entrada de filmes estrangeiros fez com que crescesse a produção nacional. Começou então a haver uma preocupação pela forma e os temas passaram pelos dramas policiais até assuntos macabros e pessimistas, o nível artísticos dos filmes chegaram nos limites do comercialismo.

Após a tomada do poder pelos Bolchevistas em outubro de 1917 , houve uma queda na produção. Logo após, a guerra civil fez com que os proprietários de grandes cinemas fechassem as portas, proclamando greve. Todos esses conflitos terminaram desorganizando a economia, os cineastas soviéticos não tinham mais eletricidade disponível, nem película, até a comida ficou escassa. Houveram poucas produções nessa época.
Alguns anos depois, após ser reconquistada a paz com a reconstrução da economia, houve uma retomada do cinema, e o seu destino passou a ser elaborado por grupos de vanguarda fundados por jovens que recebiam apoio do governo. Desses jovens o primeiro a revelar-se foi Dziga Vertov.

Visão “simultânea” e “poliplana”. Esse foi o nome dado por volta de 1920, para o estilo que Dziga Vertov criou no filme “Homem da Câmera”, os manifestos dos “kinoks”(loucos por cinema) criados por ele pode ser considerada como uma versão escrita do que ele fez no filme.
Numa tentativa de extinguir do cinema tudo o que não fosse “surpreendido na vida real”, Vertov tomou como palavra de ordem o “cinema verdade” que logo após se transmuta para o “Cine-Olho”, posição mais radical, em que se proclamava banir todo elemento de encênação, a câmera seria como um olho , com uma capacidade de “recorte’ da realidade superior ao olho humano. Para isso Vertov utilizou uma infinidade de recursos de montagem, trucagens, aceleração e camera lenta e animações. Ele foi o primeiro a fazer da camera um personagem.

Quem

Cesar Fernando de Oliveira

Mais um astronauta no Chipre

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Cinema e palavras vagando na rede...

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