domingo, janeiro 23, 2005

1mg



1mg

1mg to less
Does not know how much this matters,
And supports!

Little That,
To the times it is very much
When it deals with emotions

Lowermost parcels,
Routine,
Of 1 mg...


César Fernando.

V.U




V.U

Acordes rompem o silencio
E vão inundando seu corpo.
Por alguns minutos
A separa de mim

A música a carrega
E se encontram
Bem longe
Onde se conheceram

Não estava lá
Estou ao seu lado
Mas estamos distantes

In a Sunday Morning
The Femme Fatale
Wíll be your mirror


César Fernando.

sábado, janeiro 15, 2005

Sonho e carne



Sonho e carne

Idílios temporais
Cascatas de pensamentos
Juntos no mesmo cais
Do terreno das emoções

Do mar vermelho
Brotam corpos ardentes
E a vida carnal
Clama fortes paixões

Céu e terra
Confronto natural
Precisa ser repensado

Uni-vos!
Através do paradoxo
Tudo pode ser desvendado

domingo, janeiro 09, 2005

Zeca, Fernando e David Lynch


Zeca freitas

Primeiro post do ano, uma homenagem...
Podem dizer que sou filho coruja, mas simplesmente sou super fã de meu pai(Fernando de Oliveira) em termos de poesia. Um grande maestro aqui de Salvador lançou seu primeiro disco em 30 anos de carreira e meu pai participa do mesmo com algumas letras. Tem duas, que são verdadeiras homenagens ao Cinema, ou melhor, à David Lynch: “Veludo Azul” e “Cidade dos Sonhos”. O título do disco é “Zeca Freitas”, nome do maestro, que tenta resumir em 13 músicas toda sua carreira, claro que é pouco pra muito talento.
Zeca é do Rio de Janeiro, e na década de 70 largou a medicina pra fazer música. Procurou uma escola no Brasil e acabou encontrando a escola de Música da UFBA, onde se formou. Depois, passou um período nos Estados Unidos e voltou ao Rio de Janeiro, mas terminou fincando as raízes em Salvador. Foi se envolvendo com música instrumental, desde então trabalha como saxofonista, pianista, compositor, arranjador e produtor.
Espero muitos discos do grande Zeca, e melhor ainda se a parceria com o velho continue por bastante tempo.


"Veludo Azul"

Não quero mais pensar mais nesse amor
prefiro ouvir a voz do coração
se o sentimento terminou
porque lembrar me traz tanta emoção
Não posso compreender
porque tanto querer
não pôde resistir
à vida, que levou
os sonhos e afastou
por fim você de mim,
mas nunca nos deixou
acreditar no fim
qual foi a ilusão:
o amor ou seu final?
eu não sei
Foi tanta dor lesando o prazer
e tantas brigas gelando a paixão...
um grande amor lutando pra ser
maior que a mágoa em nosso coração
Pena que foi pouco tanto amor
pra vencer a dor
a enorme solidão de cada um.
só gente feito eu
talvez como você
é louca pra sonhar
o amor como Veludo Azul

Copyright by Fernando de Oliveira




"Cidade dos Sonhos"

Chego a cidade dos sonhos
andando na mata, esquecida de mim
não sei mais quem sou, de onde vim,
que faço, aonde vou, a noite passou
e o dia não vem, quem chama por mim,
onde estou? Ah...

Durmo em jardins perfumados,
Acordo sou outra que gosta de mim
quem falou? Que cheiro ela tem,
Quem lhe disse onde estou? Ah...

Busco a mulher esquecida na casa que sou
pois tudo sou eu,
tudo sou, o corpo estendido na cama foi meu
esse grito abafado, que arranco das trevas,
eternas de mim, ninguém vai ouvir
pois a dor não dá pra dividir,
só dá pra sentir. Ah...

Chego à cidade dos sonhos:
Olinda , Recife, talvez Salvador
bem que eu sei
quem sou, de onde vim,
o quanto passou, que resto ficou
e a soma final, o ser que hoje sou.
mas que ser?!
Despedaçada boneca na guerra total
em que tornaram a vida do homem civil.
Mas convenhamos que agora, aprendi afinal
que posso ser isso tudo e ser eu no final.

Copyright by Fernando de Oliveira

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Cesar Fernando de Oliveira

Mais um astronauta no Chipre

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Cinema e palavras vagando na rede...

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