quarta-feira, dezembro 29, 2004

Andrew Bird's e Galway Kinnell


"Oh! The Grandeur."

Uma música chamada “Wait” do disco “Oh! The Grandeur” do Andrew Bird’s Bowl of Fire, tem me tocado bastante e fui pesquisar sobre a mesma. Descobri que na verdade se trata de um poema musicado, o autor se chama Galway Kinnell. Poeta norte-americano contemporâneo, nascido em 1927, em Providence. Ganhou o prêmio "Pulitzer" em 1982 com seus "Poemas selecionados". Hoje ele ensina na Universidade de Nova York. Tô pesquisando agora sobre seus outros trabalhos, aí embaixo está a letra de “Wait:

Wait.

Wait, don't go too early
you're tired but everyone's tired
but no one is tired enough
only wait a while and listen

music of hair
music of pain
music of looms weaving all our loves again
be there to hear it

hair will become interesting
pain will become interesting
second-hand gloves
will become lovely again

wait
wait for now
distrust everything if you have
to
but trust the hours
haven't they carried you everywhere up to now



Galway Kinnell


Auto análise



O último semestre de 2003 em conjunto com o primeiro semestre de 2004, completam um ano de transformações em minha vida. Parece que passei por um "inferno astral". Foram vários percalços e problemas pessoais, existenciais, mentais... Foi tanta coisa ao mesmo tempo que surtei, literalmente. É certo que conhecí pessoas maravilhosas nesse período, fiz novos amigos, que me fizeram refletir bastante e até mudar rumos, definir outros caminhos. Aprendi mais do que nunca que a vida está viva, e não é uma linha demarcada e pronta para ser percorrida. Hoje estou feliz, e muito! Mas ficaram algumas marcas desse período de profundas transformações, como esse texto aí embaixo que encontrei escavando pastas no computador:

Autofagia

Cheguei ao fundo do poço!
Frio e doloroso, quase desumano
solitário e melancólico,
onde só houve uma saída

Transformação?

Às vezes parece que esse tempo não é meu
como se não pudesse mais morrer de amor...

Não tive berço de ouro
herdei coração de pérola
mas vivo no tempo errado
onde se invertem emoções

Merecemos?

Às vezes parece que esse tempo não é meu
às vezes parece que ele me engole!

11/11/2003


E que venha 2005!!!

terça-feira, dezembro 14, 2004

Última gota

"

Última gota
(Memória d’alma que acalenta com carinho o coração )

A última gota cai
Levando consigo momentos passados
Que nas lembranças
Sempre ficam registrados

Encontro de corpos
Que marcam profundamente
Por não ser somente carne
O que rege o ser humano

Saudade da companhia
Do cafuné demorado
Com abraço apertado

A gota leva o cheiro
E deixa o rastro
Da última viagem


Cesar Fernando,25/08/2004


sábado, dezembro 11, 2004

"Pena"


Walter benjamin

Arte x Mercado, velho embate que se passa na “cuca” de todo artista que se preze. Captado e exposto com sensibilidade e objetividade pelos olhos de uma talentosa escritora e amiga distante, Maíra viana, essa garota vai longe! Ainda quero drigir um roteiro seu! Não resisti e publiquei o último poema de seu blog: “Pena”.

Pena

"O palhaço pena quando cai o pano
Sorriso em ingressos, folia em números
Talento transformado em cédulas
Célula morta em decomposição

O trovador pena quando cai o pano
Acordes em oferta, cordel em promoção
Talento metamorfoseado em quilates
Música rara em liquidação

O poeta pena quando cai o pano
Verso em tiragem, rima em porcentagem
Talento provado em papel-moeda
Poesia tarifada em cifrão

O artista pena quando cai o pano
Museu em obras, obra em leilão
Talento expresso em código de barra
A matemática da arte em papel de pão"

Maíra Viana

www.vergonhadope.blogger.com.br

sexta-feira, dezembro 03, 2004

"Sonhos entrecortados"


"Sonhos entrecortados"

Tudo começou da idéia de criar uma estória que se passasse num momento que a comunicação entre os seres humanos fossem mais virtuais do que pessoais(olha que isso não está tão distante). Foi o que terminou gerando o roteiro “Reunião” e seu respectivo storyboard fotográfico(algumas fotos podem ser vistas no Flog: cesarfernando.flogbrasil.terra.com.br). “Reunião” trata-se de uma pequena fábula familiar, onde temos o encontro de uma mãe e seus dois filhos para contar que o pai deles está doente, sendo que esse encontro é através de uma videoconferência numa imaginária sala de reunião da casa, já que os filhos estão em outra cidade. Essa sala é escura e possui monitores onde aparecem os filhos com quem a mãe deseja falar.
Daí começaram-se os testes de como faríamos as imagens, pensamos em fazer com composições, usando efeitos digitais, mas isso seria perigoso, já que o material poderia ficar meio “fake”, sem vida. Dessa forma começamos a fazer de forma mecânica, trabalhando com elementos não virtuais. O material ficou interessante e disso está resultando um novo projeto( é curioso como uma coisa termina gerando outra), chamado “Sonhos entrecortados”, onde as imagens que testávamos se tornaram protagonistas de um vídeo abstrato, como se fossem trechos de sonhos. Nas fotos acima vocês tem a mostra de alguns frames do vídeo.
Abaixo segue um trecho do roteiro “Reunião”:

“...

INT.CASA DOS FERREIRAS. SALA DE REUNIÃO

CLARA
Porque você não tenta convencê-lo a se conectar com agente agora mãe?

PEDRO
Isso! Isso! Aproveita que estamos reunidos.

NORMA
Não, não. Ele quer ver vocês pessoalmente.

CLARA
Pessoalmente?

PEDRO
Nós não estamos aqui agora? É a mesma coisa.

NORMA
Não é a mesma coisa. Ele quer olhar nos olhos de vocês, sentir vocês... Vocês o conhecem.

CLARA
Mas mãe, ele pode fazer tudo isso aqui.

NORMA
Vocês sabem que o seu pai nunca suportou essa modernidade

PEDRO
Ele não tem que suportar mãe. É a realidade!

NORMA
Realidade que distancia as pessoas.

PEDRO
E aproxima! no seu tempo as pessoas só podiam se comunicar através de cartas e telefones. Agora não mãe, mesmo a gente morando em outra cidade, a senhora pode ver a gente.

NORMA
Ver...

CLARA
E não é o suficiente?

... ”

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Cesar Fernando de Oliveira

Mais um astronauta no Chipre

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Cinema e palavras vagando na rede...

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